Congelamento de óvulos cresce 76%: Dr. João Guilherme Grassi explica limites, riscos do “marketing” e como planejar a fertilidade

O congelamento de óvulos bateu recorde no Brasil, com alta de 76% (Anvisa) — mas a decisão não deve ser guiada apenas pela tecnologia ou por promessas fáceis nas redes sociais. Em entrevista à RIC Record Londrina (Balanço Geral / Ver Mais), o Dr. João Guilherme Grassi alerta: congelar óvulos pode aumentar as chances no futuro, mas não é garantia de “bebê em casa” e precisa de orientação individualizada.

Congelar ajuda, mas não garante

O congelamento é apresentado como uma ferramenta estratégica para ampliar possibilidades reprodutivas — especialmente para quem pretende adiar a maternidade —, mas a chance real depende de fatores como:

  • idade no congelamento
  • quantidade de óvulos congelados
  • reserva ovariana
  • tempo até tentar engravidar

Na entrevista, o Dr. João compara cenários de forma didática: os mesmos 10 óvulos podem representar probabilidades bem diferentes quando congelados aos 32 vs. aos 40 anos, por exemplo.

Quando faz mais sentido considerar o congelamento

Segundo o especialista, a decisão costuma ser indicada principalmente para mulheres em risco reprodutivo ou que planejam postergar a gravidez, mas o ponto central é: antes de decidir, é preciso fazer aconselhamento reprodutivo e olhar o plano de vida com realismo.

Como estimar “quantos óvulos ainda tenho”

O médico explica que não dá para saber exatamente o número total de óvulos restantes, mas é possível estimar a reserva ovariana com ferramentas como:

  • Contagem de folículos antrais (ultrassom entre o 3º e 5º dia do ciclo)
  • Hormônio Antimülleriano (AMH) (exame de sangue)

E para facilitar a interpretação, ele cita uma calculadora gratuita baseada em dados populacionais.

👉 Acesse aqui a calculadora de reserva ovariana do Dr. João Guilherme Grassi:
https://drjoaoguilhermegrassi.com.br/calculadora-de-reserva-ovariana/

O recado final: tecnologia é aliada, mas planejamento é o que protege

A entrevista reforça que medicina não é marketing: o papel do médico é aconselhar, orientar e educar, para que a paciente entenda o que a técnica entrega (e o que ela não entrega). O melhor cenário continua sendo planejar sem adiar demais — e usar o congelamento como suporte, não como promessa.

Assista ao vídeo completo

O trecho com o Dr. João Guilherme Grassi aparece ao longo do programa e aprofunda pontos importantes sobre congelamento, reserva ovariana e planejamento reprodutivo. O vídeo completo está disponível nesta página e também no link abaixo.

Vídeo (fonte):
https://www.youtube.com/watch?v=1WLSdbhZXgU&t=9831s

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