Maternidade após os 40: o que muda na fertilidade e como se preparar com antecedência

Cada vez mais mulheres estão adiando o sonho da maternidade — seja para investir na carreira, nos estudos ou na realização pessoal. No programa Balanço Geral / Ver Mais (RIC Record Londrina), o Dr. João Guilherme Grassi, especialista em reprodução humana, explicou o que muda no corpo feminino após os 40 anos, quais riscos aumentam com a idade e como a informação ajuda a tomar decisões mais racionais sobre o próprio planejamento reprodutivo.

Gravidez tardia é tendência, mas exige mais atenção

Durante a entrevista, o médico destacou que a fertilidade feminina tem relação direta com a idade, porque a mulher nasce com uma quantidade limitada de óvulos — e, com o passar dos anos, ocorre perda de quantidade e qualidade. Ele citou que aos 40 anos a chance de engravidar naturalmente por mês cai, e também aumenta o risco de abortamento quando comparado a idades mais jovens.

Apesar disso, o especialista reforçou que o tema não deve ser tratado com desespero: o aumento de risco não significa que toda gestação após os 40 será problemática — e, com acompanhamento adequado, muitas mulheres engravidam e têm bebês saudáveis.

Dois pontos que costumam passar despercebidos: reserva ovariana e endometriose

Segundo o Dr. João, ainda se fala pouco sobre investigação da fertilidade feminina antes da fase em que a mulher começa a tentar engravidar. Entre os fatores que merecem atenção, ele citou:

  • Reserva ovariana, que pode ser avaliada por exames e ajuda a entender a “janela de tempo” reprodutiva.
  • Endometriose, que ainda tem diagnóstico tardio com frequência e pode comprometer as chances de gravidez, principalmente quando sintomas (como cólicas intensas e dor na relação) são normalizados.

O médico também pontuou a importância de o ginecologista perguntar ativamente sobre desejo de filhos e plano gestacional — porque isso muda totalmente a estratégia de cuidado ao longo do tempo.

O que muda após os 35 e 40 anos

Na conversa, o especialista explicou de forma didática que, com o avanço da idade:

  • a chance mensal de engravidar naturalmente diminui;
  • o risco de abortamento aumenta;
  • cresce o risco de alterações cromossômicas (como a Síndrome de Down), embora ele tenha lembrado que, mesmo aos 40, o risco ainda não significa “certeza” — e não deve ser motivo para a mulher desistir automaticamente do plano de ser mãe.

E a idade do homem também conta

Outro ponto reforçado no programa foi que não é só a idade da mulher que importa. O Dr. João explicou que o envelhecimento masculino pode impactar a qualidade do sêmen e aumentar alguns riscos, especialmente após os 50 anos — e lembrou que o espermograma é um exame simples, mas ainda negligenciado.

Quando procurar ajuda: “não dá para ter paciência demais” após os 40

Entre as orientações, ele destacou que, em geral, mulheres com 40 anos ou mais não devem prolongar tentativas por muito tempo sem avaliação especializada, porque o tempo passa a ser um fator decisivo para as chances.

Calculadora de reserva ovariana

Na entrevista, o tema reserva ovariana aparece como um “pilar” do planejamento reprodutivo. Para apoiar esse ponto no artigo, vale linkar a ferramenta citada:

👉 Calculadora de reserva ovariana (Dr. João Guilherme Grassi):
https://drjoaoguilhermegrassi.com.br/calculadora-de-reserva-ovariana/

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