Congelar óvulos garante a gravidez no futuro?

Entenda o que o congelamento de óvulos realmente oferece — e o que ele não promete.

Congelar óvulos: liberdade ou falsa segurança?

Nos últimos anos, o congelamento de óvulos tornou-se uma alternativa cada vez mais procurada por mulheres que desejam preservar a fertilidade e ter mais liberdade sobre o momento da maternidade.

Mas é importante esclarecer: congelar óvulos não é garantia de gravidez no futuro.
Trata-se de um plano de segurança biológica, não de uma promessa de bebê em casa.

Como funciona o congelamento de óvulos

O processo envolve algumas etapas essenciais:

  1. Estimulação ovariana com hormônios para amadurecer múltiplos óvulos no mesmo ciclo;
  2. Coleta dos óvulos por punção folicular guiada por ultrassom;
  3. Congelamento (vitrificação) — técnica moderna que preserva os óvulos em temperaturas ultrabaixas, evitando formação de cristais;
  4. Armazenamento em nitrogênio líquido, onde podem permanecer viáveis por tempo indeterminado;
  5. Uso futuro, quando os óvulos são descongelados, fertilizados com o sêmen e geram embriões para transferência ao útero.

A idade no momento do congelamento faz toda a diferença

Este é o fator mais determinante de sucesso.
A qualidade dos óvulos diminui naturalmente com o tempo — e essa queda se acentua após os 35 anos.

Mulheres que congelam antes dos 35 têm mais chances de obter óvulos saudáveis e embriões viáveis no futuro.
Já quem realiza o procedimento após os 38–40 anos pode precisar de várias coletas para alcançar número e qualidade suficientes.

Quantidade e qualidade de óvulos: o equilíbrio ideal

Em geral, coletar entre 15 e 20 óvulos maduros aumenta as chances de ao menos um embrião saudável para transferência futura.
Porém, o número necessário varia conforme:

  • Idade e reserva ovariana;
  • Histórico de fertilidade;
  • Resultados anteriores de estimulação;
  • Condições de saúde e hábitos de vida.

Estimativas científicas indicam que, para mulheres até 35 anos, o congelamento de cerca de 10–15 óvulos pode garantir 60–70% de chance de ter um embrião viável no futuro.

O congelamento não “pausa” o tempo biológico

Mesmo com óvulos congelados, a idade materna no momento da gestação continua influenciando:

  • A qualidade do útero e endométrio pode mudar com o tempo;
  • Doenças associadas à idade (como hipertensão e diabetes gestacional) podem afetar a gestação;
  • A saúde geral e o estilo de vida continuam fundamentais.

Ou seja, congelar é uma estratégia de planejamento, não de adiamento sem limites.

Transparência e orientação: o caminho para decisões conscientes

O objetivo do congelamento de óvulos é oferecer liberdade com responsabilidade.
Por isso, transparência é essencial: o paciente precisa entender as probabilidades reais, custos, limitações e alternativas.

Cada mulher tem uma história reprodutiva única — por isso, a decisão deve ser tomada junto a um especialista em reprodução assistida, com base em exames como reserva ovariana (AMH), ultrassonografia transvaginal e histórico clínico.

Quando considerar o congelamento de óvulos

É uma opção indicada para:

  • Mulheres que desejam postergar a maternidade por razões pessoais ou profissionais;
  • Pacientes que irão se submeter a tratamentos oncológicos (como quimio ou radioterapia);
  • Situações de baixa reserva ovariana precoce (por histórico familiar ou condições genéticas);
  • Casais que desejam preservar gametas para tratamentos futuros.

Se você pensa em congelar óvulos ou quer saber qual o momento ideal para o seu caso, agende uma avaliação no Centro de Fertilidade SAAB.

Conclusão

Congelar óvulos é uma ferramenta poderosa — mas não uma garantia.
A técnica ajuda a preservar as chances de gestação, especialmente quando feita na idade e nas condições ideais, com acompanhamento de um especialista.
Informação e planejamento são os verdadeiros aliados da fertilidade feminina.

Sugestões de links

 

Você não pode copiar conteúdo desta página

Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp!